O Executivo e a Resiliência

Durante os eventos realizados na Semana Global de Empreendedorismo do ano passado, um dos assuntos que mais gerou questionamentos e interesse por parte dos participantes foi sobre a Resiliência, ou, em outras palavras, sobre a capacidade de tolerância a frustrações. Em função disto, tomamos a decisão de realizar uma palestra/oficina focada neste assunto.

Resiliência é um termo da física que significa: “Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica.”

Se emprestarmos este termo para o mundo psíquico dos executivos de empresas: Qual é a sua tolerância à frustrações? Qual é o seu tempo limite para reagir à frustrações? E exatamente como você reage? Qual é a sua capacidade de recuperação?

O objetivo deste evento é analisar e discutir sobre os mecanismos psíquicos envolvidos nestas questões, focadas ao ambiente de negócios.

Palestra conduzida pela psicanalista Débora Andrade
Local: Auditório Edifício Paramount – Rua Alexandre Dumas, 1901 – Chácara Santo Antônio – São Paulo
Investimento: Gratuito – Vagas limitadas.

Inscrições pelo site: http://www.projetoinstigar.com.br

Anúncios

Grupo Operativo sobre Escolhas


Somos o resultado de inúmeras – infinitas – decisões e escolhas que vamos tomamos no decorrer das nossas vidas. Algumas destas decisões são racionais e práticas, outras são circunstanciais, outras são escolhas emocionais, e muitas destas, escolhas  inconscientes. Independente da natureza, muitas destas escolhas nos conduzem a situações desconfortáveis que geram sofrimentos. É comum perceber que o próprio processo de escolha gera muito sofrimento, seja em função de medos, seja em função de riscos envolvidos, de expectativas, de frustrações passadas, de omissões, de influências externas, de obstáculos, de ansiedades, de ilusões, etc…

O fato é que nem sempre estamos satisfeitos com as nossas escolhas. E frequentemente postergamos ou nos omitimos em reavaliar se é isto mesmo o que queremos para as nossas vidas.

Faça o download do PDF com a descrição detalhada do Grupo Operativo sobre Escolhas que iniciará no 1o Semestre de 2011.

Grupo Operativo sobre Escolhas

Grupo operativo é uma ferramenta psicanalítica que tem prazo de execução, número de participantes e objetivos previamente definidos através da delimitação de uma tarefa específica. O objetivo é promover um processo grupal de aprendizado, através de uma leitura crítica da realidade, bem como de uma apropriação ativa dessa realidade. Estimulando nos participantes uma atitude investigativa, e transformando este aprendizado em sinônimo de mudança. O produto final de um grupo operativo é a elaboração de um conhecimento que possa transformar a realidade.

Este grupo operativo se propõem a criar um espaço para se pensar, e para se aprofundar a discussão e análise sobre processos de escolha, e, principalmente, elaborar formas menos sofridas de se lidar com eles.

  • Objetivos

O foco de trabalho deste grupo operativo será: a partir das discussões e das contribuições dos participantes, analisar como funcionam os processos de escolha; investigar quais são as dificuldades envolvidas em se fazer escolhas; investigar quais são os afetos que interferem nestes processos; investigar porque tais afetos geram sofrimento; investigar como os participantes se posicionam frente as suas escolhas; se apropriar da consequencias das suas próprias escolhas; e, principalmente, com base em tal análise, elaborar um conhecimento grupal sobre formas menos sofridas de se lidar escolhas e com os processos de escolha.

A tarefa deste grupo operativo será definida pelos próprios participantes do grupo durante os primeiros encontros.

A princípio, o esboço que será utilizado como ponto de partida para a definição da tarefa deste grupo operativo é:  “Tarefa do grupo: elaborar formas menos sofridas de se lidar com as escolhas, com os processos de escolha e com as suas consequencias.”

A pré-tarefa dos participantes do grupo é pensar em como fazer com que a definição desta tarefa possa refletir tanto os objetivos do grupo como também os seus objetivos pessoais.

  • Funcionamento

Usando como alicerce a ferramenta psicanalítica de grupo operativo, esta atividade é realizada através de uma bateria de encontros semanais de 90 minutos, em dia da semana e horário fixo, durante o período de 3 meses, contando com um grupo fixo de pessoas.

É a partir do comprometimento para com a tarefa (descrita nos objetivos acima), que os participantes têm condições de focar suas discussões em prol da elaboração das questões que emergirem do grupo, com o objetivo de construir um aprendizado grupal que os possibilite transformar suas realidades.

As atividades do grupo serão coordenadas pela psicanalista Débora Andrade.

Antes de iniciarem os encontros do grupo, será realizada uma entrevista individual com cada um dos interessados em ingressar. O objetivo desta entrevista é primeiramente escutar as motivações pessoais dos interessado, bem como apresentar as regras de funcionamento do grupo e esclarecer quaisquer dúvidas a respeito do mesmo. Desta forma, os interessados poderão avaliar se o grupo operativo é uma ferramenta apropriada para os seus objetivos pessoais.

  • Calendário

Duas palestras para explicar a respeito desta atividade serão realizadas nos sábados dias 12 e 26 de Fevereiro/2011, às 10:30 hs.

Entrevistas individuais serão realizadas durante os meses de Janeiro, Fevereiro e primeira semana de Março de 2011.

Os encontros do grupo serão realizados nos sábados das 10:00 às 11:30 hs.
Iniciarão no segundo sábado de Março de 2011, e serão realizados durante 3 meses.

  • Investimento

A entrevista individual é gratuita.

Se, após a entrevista individual, o interessado desejar ingressar no grupo, deverá pagar uma taxa de inscrição, e mensalidades durante o período de funcionamento do grupo.

  • Inscrições / maiores informações / dúvidas

A qualquer momento entre em contato pelo telefone 5506-6916 para agendar a sua entrevista individual, ou para esclarecer suas dúvidas. Ou pressione o botão de inscrição abaixo:

Sua destrutividade em questão

Muitas pessoas não se dão conta do grau de destrutividade inato que carregam consigo. E, em função disto, reincidentemente sofrem em função dos desdobramentos e das consequencias desta destrutividade, sem compreender qual é a sua contribuição efetiva neste processo.

Tais pessoas inconscientemente permanecem em estado de guerra com os outros ou, em alguns casos, consigo mesmo. O resultado prático deste “estado de guerra inconsciente” é uma coleção infindável de relacionamentos, trabalhos, vínculos, projetos, iniciativas, etc… total ou parcialmente fragilizados, danificados, minados:  destruídos.

A psicanalista inglesa Melanie Klein desenvolveu uma polêmica teoria e prática clínica usando como base justamente a afirmativa que a destrutividade é o ponto originário do ser humano, e não o desejo sexual – invertendo assim a equação Freudiana.

Observando sob a sua perspectiva de que o motor inato não é o desejo, e sim a destrutividade, ela afirma que o indivíduo entra em angústia porque frente à intensidade do poder desta destrutividade em si, ele pode ser aniquilado. Sendo que os dois destinos possíveis para dar vazão à tamanha angústia são: atacar o outro, ou atacar a si próprio.

Desta forma, o indivíduo inaugura um inter-jogo contínuo em que teme ser eliminado pelo outro, quando na verdade, ele próprio quer eliminar o outro. Na prática o que acontece é que se o indivíduo ataca o outro, e o outro retalha, então a retaliação do outro incrementa a sensação de aniquilação que leva o indivíduo a atacar mais intensamente no movimento seguinte, e assim sucessivamente.

Portanto à medida que o outro retalha, o indivíduo vai colecionando também “desculpas oficiais” para usar a sua destrutividade contra o outro. Na maioria das vezes, sem ter a consciência de que ele próprio foi quem iniciou este estado de guerra.

Em alguns casos isto se dá em função do indivíduo entrar em negação em relação a “parte obscura” ou ameaçadora de si próprio, e da projeção disto no outro: o resultado é que “odeio no outro aquilo que de mim reconheço nele”. Portanto para estas pessoas é mais fácil odiar, atacar e culpar o outro, do que se implicar no processo.

Porém, quando o destino inconsciente desta angústia de destrutividade é atacar a si próprio, o indivíduo permanece preso em um estado de “auto-boicote” nas mais diversas áreas, onde  o resultado prático é que não finaliza nenhum projeto pessoal em que esteja engajado. Resultando obviamente em sensações de frustração constante e de fracasso.

Ainda segundo a psicanalista inglesa Melanie Klein, o trabalho psíquico necessário em ambas situações, é fazer com que o indivíduo compreenda as consequencias da sua destrutividade; admita quais foram as suas contribuições efetivas neste quadro (conscientes ou não!); e principalmente se responsabilize pela reparação da sua destrutividade no outro, e em si próprio.

Obviamente que, para ser efetivo, este processo precisará sobreviver às inevitáveis rodadas de ataque e auto-boicote que ocorrerão durante o próprio trabalho psíquico do tratamento. Daí a importância de ser realizado através de uma dupla de trabalho: psicanalista e analisando.

Cuide-se!

Débora Andrade, psicanalista

Leia mais a respeito:
  Faça o download da versão em PDF