Culto à felicidade

Um assunto recorrente que emerge tanto no atendimento clínico, nos eventos realizados pelo Projeto Instigar, como também nas discussões sociais  é a questão do “culto à felicidade“.

Não me refiro aqui ao saudável e genuíno desejo de ser feliz, mas sim à uma exacerbação que distorce este desejo transformando-o em um velado imperativo de aceitação social, independente dos custos subjetivos exigidos.

Se por um lado observamos legiões de pessoas engajadas em uma busca frenética por padrões de felicidade idealizados – e portanto, impossíveis de serem atingidos. Por outro lado, talvez em função da dificuldade de se lidar com a dor,  pessoas sustentam artificialmente máscaras de felicidade pelos mais diversos meios… inclusive através de medicação (leia o artigo “Uso indiscriminado de remédios tarja preta”)

Será que isto nos transforma em uma sociedade mentirosa? 

Nos espaços para discussão que abro nas palestras e workshops que realizo, seguidamente escuto como queixa que muitos que, por um motivo ou outro, não estão em nenhum destes grupos, sentem-se rejeitados quando manifestam suas tristezas. Em alguns casos, sentem-se até mesmo culpados por não estarem alegres.

Analisando a questão pela psicanálise, constatamos que para o ser humano sempre está faltando algo –  quase como um vazio originário que alimenta uma fonte inesgotável de angústia. Penso que uma das questões fundamentais para se compreender o que sustenta este “culto à felicidade” é investigar como cada pessoa lida com este vazio e com esta angústia, que nos acompanham no decorrer da vida.

Em 1930 Sigmund Freud publicou um de seus mais importantes textos: “O Mal Estar na Civilização“, de onde cito dois pequenos trechos:

Os homens lutam pela felicidade. Esta busca tem dois lados: almejar evitar a dor e o desprazer, e experimentar fortes sensações de prazer.

Nossas possibilidades de felicidade sempre são restringidas por nossa própria constituição. Já a infelicidade é muito menos difícil de experimentar. O sofrimento nos ameaça a partir de três direções: de nosso próprio corpo, condenado à decadência e à dissolução, e que nem mesmo pode dispensar o sofrimento e a ansiedade como sinais de advertência; do mundo externo, que pode voltar-se contra nós com forças de destruição esmagadoras e impiedosas; e, finalmente, de nossos relacionamentos com os outros homens. O sofrimento que provém dessa última fonte talvez nos seja mais penoso do que qualquer outro.”

A associação destes ingredientes básicos com uma aparente falta de questionamento crítico e de auto-conhecimento, ou mesmo pelo desejo de fugir da realidade, parece apontar para uma potencialmente perigosa fórmula que fisga muitas pessoas nas mais diversas promessas de atingir a plena felicidade.

Aprisionados na ilusão de que tais promessas finalmente aplacarão a falta que sentem e a angústia gerada desta, estes sujeitos permanecem em um movimento contínuo de perseguir a conquista dos representantes desta imagem de felicidade: seja o carro do ano, o corpo perfeito, a bebida viril, o “gadget da vez”, o cosmético milagroso, a pílula mágica, etc…  Porém, como nenhum deles dá conta, e inventivas novidades são lançadas com frequencia, novos “desejos são forjados” constantemente.  Mesmo as pessoas que não estão submetidos à isto, são cobradas indiretamente pelos seus pares a se engajar neste movimento, alimentando e sustentando assim o dito “culto à felicidade”.

Mas será que somente quando conquistarmos tudo isto é que realmente seremos felizes?

Como você percebe as consequencias deste “culto à felicidade” na sua vida e na vida das pessoas com quem você convive?

Na esteira desta mesma ilusão, eventualmente a imagem de plena felicidade é: personificada em um “par amoroso perfeito”, algumas vezes no mito “felizes para sempre“, na imagem de familia perfeita, ou mesmo projetada no objetivo de ser bem sucedido no trabalho. Porém a medida que ocorrem as frustrações inerentes ao relacionamento com outros seres humanos, surgem mágoas e acusações de que “o outro” é o culpado pela sua infelicidade, ou que o outro não é a pessoa ideal  para acompanha-lo na sua luta pela felicidade.

Penso que somente quando as pessoas abrirem espaço para acolher e processar todos os seus sentimentos (inclusive as tristezas, angústias e o vazio que nos acompanha); e quando se questionarem profundamente sobre os conceitos que hoje tem sobre a busca da felicidade, separando de forma clara:

(a) quais são as idealizações que construíram no decorrer da sua vida, 

(b) quais são as ilusões que foram se deixando envolver,

(c) quais são os mitos construídos pelos grupos em que estão inseridos,

(d) para finalmente voltar a perceber e se reconectar aos seus desejos genuínos

…é que terão a possibilidade de apreciar e valorizar os verdadeiros momentos de felicidade que provavelmente já vivem no seu dia a dia (apesar de nem sempre estarem receptivos a isto).

Finalizo este artigo compartilhando com vocês um simpático cartoon criado por (…) e a opinião de alguns leitores do Projeto Instigar que gentilmente responderam a uma pesquisa sobre o “culto à felicidade”. Se você desejar, compartilhe a sua opinião também. 

Cuide-se!
 
Débora Andrade
Psicanalista

 

Pesquisa sobre o “culto à felicidade”

Todos foram convidados a responder as seguintes questões opcionais, e autorizaram a publicação das suas respostas:

  1. Qual sua OPINIÃO sobre o “culto à felicidade”?
  2. Quais são os CUSTOS SUBJETIVOS que você percebe relacionados ao “culto à felicidade” na sua vida?
  3. Quais são as CONSEQUENCIAS disto na sua vida?
  4. Espaço livre para você expressar o que desejar relacionado ao tema “Culto à Felicidade”
  5. Quem é você?

Leia a seguir as respostas fornecidas pelos leitores:

  • Teresa Fonseca, 59 anos, casada, 3 filhos, profissional autônoma, @teresacfonseca

Felicidade sempre será perseguida por pessoas, entretanto para a total felicidade humana é imperioso que ele entenda que a felicidade não é todo dia, toda hora.”

Custos subjetivos: “A total incapacidade de lidar com frustrações, não administrar o não.”

Consequencias:  “Imaturidade, alienamento, eterna criança.” 

Penso que por hoje em dia mais que ser tem que parecer, uma imagem de felicidade completa um perfil de sucesso, realizado, próspero ou mesmo que não seja próspero porém satisfeito, alegre e feliz. Isso aos olhos de quem tem esse culto frenético é agregador e por isso mesmo tão perseguido por muitos. Já foi dito por Vinicius de Morais e Tom Jobim:

A felicidade é como a pluma

Que o vento vai levando pelo ar

Voa tão leve

Mas tem a vida breve

Precisa que haja vento sem parar

  • Marta Isabel Pedrosa, 40 anos, separada, médica no Hospital Estadual de Diadema e Centro de Referência da Saúde da Mulher, mart_abel@hotmail.com

Eu sou feliz com minha visão da vida, outros da mesma maneira já não o são.Um exemplo,um dia de trabalho gostoso,tudo correu bem,consegui sair mais cedo,daí vou andando para casa tomando um solzinho,paro em uma padaria ou restaurante para comer,sem correria…que delícia como estou feliz!  Outros fazem a mesma coisa e não acham graça.  A felicidade é o nosso interior… como estou comigo mesma.

Consequencias: “Somente coisas boas e transmissão de minha alegria aos outros,que gostam de estar perto. Nem sempre estou assim,um dia de enxaqueca ou com algum problema,não estarei em meu estado de felicidade,mas procuro sempre ouvir uma música,me distrair e orar a Deus(minha verdadeira fonte de Felicidade).Assim estes dias ruins vão logo embora,e começo tudo de novo.”

Já sofri muito, o que me levou a uma depressão.Parei minhas atividades e fiquei em casa por cerca de 6 meses.Depois deste tempo eu me resgatei após conseguir a solução de um problema que foi a causa disso tudo.Sempre fui alegre e dinâmica,e no meu retorno à vida continuei a mesma de sempre,e melhor ainda,com uma experiência de vida,e sabendo curtir os mais simples momentos de todo o dia..até de poder respirar me deixa feliz.Penso que muitos necessitam de passar por momentos difíceis para valorizarem o “estar vivo”.Desgustar um café,tomar um sol,ouvir uma música..não tem preço!

O culto à felicidade se dá, essencialmente, via a publicidade. São as propaganda distribuídas em larga escala que vendem a sociedade ideal, perfeita, feliz, que resolve seus problemas com refrigerantes, cartões de crédito, telefones celulares, remédios para dor de cabeça e automóveis. Os publicitários alegam que o controle da propaganda é “censura”. Balela, pois isso equivaleria a comparar a expressão de uma opinião à venda de uma bugiganga qualquer. A propaganda deveria ser controlada, sim. Especialmente aquela dirigida a crianças e adolescentes. Por outro lado, os gastos com publicidade deveriam gerar recursos para um fundo de anti-propaganda, onde pudessemos explicar a todos que cerveja não torna nenhum homem mais sedutor, carros não ampliam o QI, cosméticos não tornam as mulheres mais inteligentes e por aí afora.” 

Custo subjetivo: “O que percebo é que isso torna as pessoas fúteis, frágeis, alienadas de uma sociedade que tem problemas muito mais concretos a resolver. Quando compramos a ideia de que um automóvel nos faz feliz, esquecemos a corrupção, a violência, os impostos excessivos, os ladrões que dominam o Congresso Nacional.

Consequencias: “O fato é que lidamos com pessoas fúteis, tanto na vida pessoal quanto na profissional.”

Sem um controle efetivo da propaganda, não se combate o culto à felicidade. Os publicitários vão espernear, dizer que isso é censura. Mas o conceito de censura se aplica à opinão, à expressão, não à venda de quinquilharias. Por outro lado, notamos uma sociedade dependente de propaganda, especialmente jornais, tvs, rádios, websites e até redes sociais. Nesse sentido, defendo que as verbas publicitárias gerem um fundo para a divulgação de campanhas anti-propaganda. Por exemplo: quando uma montadora como a FIAT lança uma campanha publicitária porca dizendo que você fica mais bonito e feliz usando o carro dela, uma campanha anti-publicitária mostraria a falsidade desse tipo de comercial. Esse fundo anti-propaganda ajudaria os publicitários a não mentirem tanto.”  

Acredito que estamos vivendo um momento de transformação. Durante anos a sociedade brasileira viveu por influencia da Igreja Católica o culto ao sofrimento, ao empobrecimento e a vergonha de se ter sucesso profissional. O fato de termos nos dias atuais o culto a felicidade, nos apresenta uma necessidade de estarmos mais abertos as coisas boas e não cultivar sentimentos negativos e de sofreguidão somente para ‘ser mais digno’ de boas coisas.”

Custos subjetivos: “Para mim a felicidade não gera custos, sejam eles objetivos ou subjetivos. Simplesmente sou feliz por ver as coisas sob um angulo da positividade e não sob a ótica do outro. Minha visão de felicidade é bem simples. Acordo todos os dias e vejo o quão maravilhoso é estar viva e poder realizar algo bom para mim e para aqueles que me cercam.

Consequencias: “Tenho saúde, raramente adoeço e não tenho rugas (rsrsrs). As consequencias de minha felicidade são as melhores. Pode até parecer meio absurdo para aqueles que já levantam pensando no pior, uma pessoa se sentir feliz…. mas se você levantar-se e sair em busca do SIM e por algum acaso somente receber NÃO como resposta deve pensar – nada mudou no dia de hoje, pois o NÃO você tinha quando iniciou sua busca…

Para mim o termo “”culto”” já começa por levar pessoas ao fanatismo ou qualquer outra forma de fulga da realidade. Ninguem precisa entra numa onda “”culto à felicidade”” , “”culto a beleza”” , etc., o que as pessoas realmente precisam e enxergar dentro de si o que realmente a incomoda e promover a mudança dentro de si.

  • Rodrigo Leandro Ferreira Silva

Débora, tema complexo este! Parabéns pelo desafio. Material nao vai faltar. Nem comments e referências. Bom, num mundo tão veloz e tão intenso de informações e opções de escolha, somos sim, incentivados a busca pela Felicidade. Nas suas mais variadas cores, e formatos. Sejam os momentos simples e fugazes. Seja a felicidade dita “plena” (quando na verdade ela é efêmera). Com isto o aumento do consumo de das experiências sensoriais como casamento, shows, equipamentos multi dimensionais, tecnologia mutante,dentre outros nos são empurrrados como instrumento para o fim. Com a web e a dimunuição das distancias, temos mais possibilidades mesmo longe, e mais chances de viviencias e experiencia que é o que nos molda. É isso

  • Luiz Marcos Orlandin

Acho que primeiramente devemos distinguir o que é felicidade para uns e o que é felicidade para outros. Isto porque algumas culturas possuem padrões diferentes para justificar as suas ações: algumas pessoas tendem a julgar a si mesmos pelo que é esperado o que eles façam, baseados na pressão social, na responsabilidade familiar, nas normas e regras. Estes tipos de pessoas constantemente se comparam com os outros. Então, como resultado, o nível de felicidade é avaliado por elas de forma diferente. Para os orientais por exemplo o que os outros pensam deles é mais importante do que sua própria autoavaliação. Eles são mais conectados às pessoas a sua volta e sua felicidade é sentida coletivamente quando um indivíduo de lá conquista algo. Já para os ocidentais o “eu” é o mais importante. Tanto é que na língua inglesa, a palavra eu é sempre escrita em letra maiúscula (“I”). Os ocidentais tendem a seguir seu próprio julgamento, não importando o que os outros digam. Os ocidentais estabelecem padrões para justificar suas ações, especialemnte quando seguem suas emoções. Quando se sentem bem em relação a algo, ela se dá de forma individual e conforme dito pelo Sr. Armando, “O culto à felicidade se dá, essencialmente, via a publicidade.” e geralmente a propaganda é feita e direcionada ao indivíduo para que este busque a felicidade, de forma individual.”

“Percebo que se todos residissem em um modelo de casa e tendo o mesmo padrão de vida de uma pessoa mediana de Palm Beach na Forida, seriam necessários pelo menos 04 (quatro) planetas para conseguir atender a este consumo. “

“Meu sonho de consumo não é ter o modelo 2012 do carro mais legal do mundo e sim, poder contar com qualidade do atendimento público, eis que aí está o principal sinal de que a comunidade pode progredir no sentido de que o direito coletivo vale mais do que o direito individual.”

Minha opinião é de que devamos pensar no porquê estar faltando gente para trabalhar em postos de saúde, em hospitais públicos e em escolas públicas. Seria uma mera questão remuneratória e de condições de trabalho, ou envolve principalmente a busca pela felicidade de forma individual?”

  • Paulo Novaes

Nao sei precisar se realmente existe um culto a felicidade como tal, senao um estereotipo de felicidade, ditado por padroes. Creio que a sociedade brasileira nao tem um unico padrao dominante de modelo de felicidade (ex: padrao global, padrao hollywood, padrao “atriz-modelo-bailarina”, etc). O padrao-medio de felicidade é ditado pelos meios de consumo massivos, com um alto grau de hedonismo, superficialidade e materialismo. Sao padroes mutantes e refletem o momento da sociedade. Pelo momento atual da sociedade brasileira (visto pelos olhos de quem esta fora do Brasil desde 2004), existe um padrao um tanto deslocado em relacao a valores. Parece uma volta a velha Lei de Gerson, onde levar vantagem em tudo é uma qualidade. Como sao fenomenos cíclicos, sera um padrao efemero, espero. Finalmente, em relacao ao culto da felicidade, acredito que existe uma cultura de absoluta negacao da dor, ainda que seja uma dor que ajude no crescimento individual. Ao menor sintoma de conflito, tome ajuda psicologica especializada, super-protecao e tentativa de racionalizar o irracional. Vejo isto com meus proprios filhos. Nao posso acreditar que nao saibam atravessar uma rua ou tomar um ônibus, em plena entrada da adolescencia. Pior saber que quem criou este perfil dependente foram os proprios pais… Abraços e muito êxito na pesquisa.

  • Wrandreypson Moreira

Como diria Anthony Robbins, o ser humano quer 2 coisas; Prazer e evitar a dor. Os céticos fogem da dor e arriscam menos, os positivos correm para o prazer, mesmo que doa um pouco no início, aí arriscam mais. Eu me encontrei com a felicidade quando organizei meus pensamentos espirituais, morais, educacionais e profissionais. Então eu decidí amenizar a dor e aumentar o prazer. As vezes temos que nos cobrar menos. tchau!!!”

  • Ricardo Aldana, 40 anos, consultor

Legítimo, talvez o direito mais inalienável que o ser humano tenha é buscar a sua felicidade, esteja ela onde estiver.” 

“É o que eu economia se chama de custo de oportunidade, ao se optar por uma coisa, se deixa outra de lado. De forma geral, o choque vem quando ao escolher algo que acreditamos que é felicidade, deixamos de lado coisas que a sociedade julga prioritária (trabalho x lazer). custo sempre vai haver, a questão é se ele vale a pena, e isso apenas o indivíduo é capaz de avaliar.

  • Ataíde Tavares da Silva

“Olá, Débora, parabéns pela pergunta, bastante desafiadora e inteligente. Penso que felicidade é algo muito relativo e abstrato mas, de uma forma geral, implica em bem estar geral, sensação de plenitude, satisfação, harmonia… é um estado de espírito! Logo, essa “busca” incessante pela felicidade acaba distorcendo seu verdadeiro sentido. Afinal, pra que buscar algo que já faz parte da nossa essência? Daí a dificuldade em se encontrá-la. Buscamos longe algo que está tão próximo, dentro de nós mesmos. Conhece-te a ti mesmo e será feliz!

  • Anônimo 1 – Estudante de Artes Visuais, 24 anos. “Admitidamente” feliz segundo meu próprio conceito de felicidade. Anônima com um pouco de contra-gosto

“Acredito que este “culto à felicidade” seja a atitude desesperada tomada por pessoas que não desenvolveram a capacidade de refletir por si só, não tem auto-conhecimento o suficiente para se conscientizar do que realmente as faria felizes. A sociedade cobra do indivíduo que este opine sobre absolutamente tudo, quando ela não é uma necessidade real. O indivíduo que busca ser aceito pelas pessoas adota uma opinião “própria” que é a opinião de todos: uma idéia falsa de que existe uma única fórmula para se alcançar a felicidade, através do trabalho árduo, estar em um relacionamento (não “ficar para a titia”), ter um plano de carreira ambicioso, ter uma família, se dar bem com todas as pessoas etc etc etc.” 

Custo subjetivo: “Hoje não os vejo tão presentes, mas já me senti culpada por não estar em um relacionamento e me senti pressionada a estar com alguém. Já me deixei calar e já menti muitas vezes por acreditar que era eu quem estava sendo negativa, como se fosse totalmente errado de minha parte.”

Consequencias: “Acabei entrando em um relacionamento e me desgastando ao último para manter alguém que eu não realmente via como um bom par para mim. Sofri por motivos que eu vejo, hoje, não eram meus de fato.”

“O “culto à felicidade” é um pré-conceito estabelecido pela sociedade no sentido de que ele existe, é adotado pela grande massa, porém esta, quando questionada, não sabe fundamentar os seus por ques. Cada pessoa tem objetivos diferentes de vida à medida que ficam felizes por motivos diferentes, passaram por experiências de vida distintas que a tornaram única. O que a maioria das pessoas não percebe ou não quer aceitar é que é possível ser feliz com coisas pequenas, como ter a pessoa certa ao seu lado falando besteiras, brincando como uma criança. O adulto adotou a opinião de que deve ser sério, quando, na grande maioria das vezes, ser sério também implica em ser chato e não se permite brincar. Não existe felicidade mais pura e simples do que o brincar da criança e é exatamente o que ele priva.”

  • Anônimo 2

“Ola, Acredito que a falta de uma priorizacao da educacao quando ainda somos criancas poderia impedir que na vida adulta fossemos tao suscetiveis ou influenciaveis sobre o que a sociedade/marketing propoe as pessoas,com o unico objetivo de aumentar suas vendas. Esta educacao que nao ocorre na infancia, pula a fase de como entender a vida, o amor, a morte, os limites, os horizontes, e vem “”explodir”” na vida adulta, cada um com obstaculo diferente e de uma porcentagem da populacao porque, no Brasil, com a gigantesca diferenca de renda, poucos com muito e muitos com quase nada, eh ate mesmo um afronte acreditar que os miseraveis saibam o que eh culto a felicidade.”

Custos subjetivos: “Tempo, o maior custo e desperdicio eh do tempo, que nao volta mais, e muitas vezes preciso passar por tempo longo, ouvindo “culto a felicidade” de pessoas do trabalho, e se ao contrario, eu nao fizer, passo por pessoa egoista ou leviana. O culto a felicidade pertence muito aos carentes, entao temos culto a felicidade das gravidas, que expoe tudo o que for possivel na busca de preencher cada desejo, ate mesmo mudar a data de nascimento do bebe para combinar com “algo”. O Facebook eh um otimo retrato.”

Consequencias: “Dialogar fica restrito, sem afinidades. Nao ha espaco para falar de politica, de estudos mais cientificos, de encontrar grupos (vizinhos, colegas de trabalho, etc) com interesses sociais, ou ate mesmo assuntos mais triviais e me contenho ao bom dia, boa tarde. Talvez eu ate possa estar sendo radical, mas as vezes parece que o culto a felicidade tem uma linguagem propria e limitada, que eu nao consigo compreender no dia a dia.”

“Nossa Debora, so vou dizer que fui muito transparente no que escrevi, e que tenho dificuldade no dia a dia em me relacionar, pois eu nao assisto novela, BBB, nao acompanho a vida dos famosos, entao eu acabo me tornando um ET.”

  • Anônimo 3

“Acredito que estamos vivendo dois movimento o culto a felicidade, referente a Lipovetsky e a felicidade paradoxal e divergências economicas como o FIB exemplo Budão baseado no capital social e senso de comunidade, e não capital monetario. ” 

Custos subjetivos: “.: Alto consumo .: Consumo colaborativo”

Consequencias: “Altas exigências perante a sociedade”

 

Felicidade – Bronze – Marcelo Neves – Marcelo Neves é um escultor que exalta as mulheres  gordinhas, sempre suas mulheres têm formas redondas e foram inspiradas na Vênus de Willendorf. Marcelo prova que a beleza não está só nas formas de violão, mas também nas rechonchudas formas de suas gordinhas.  Fonte: Arte | Ref

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