Processo de amadurecimento profissional congelado

Como tema para o artigo deste mês proponho uma reflexão sobre um sofrimento que tenho observado como muito comum entre profissionais das mais diversas áreas de atuação: testemunhar uma espécie de congelamento no seu próprio processo de amadurecimento profissional.

São profissionais que no início da carreira crescem, porém apenas até um determinado ponto, quando então param de crescer. Enquanto seus colegas de trabalho continuam crescendo e se desenvolvendo vertical ou horizontalmente, estes permanecem travados, independente do volume de esforço que realizam. Não me refiro aqui simplesmente a falta de oportunidades e de novos cargos vagos no contexto de trabalho, mas muito mais profundo do que isto, situações em que a pessoa não reconhece condições subjetivas suficientes para realizar quaisquer movimentos efetivos que possibilitem a retomada do seu amadurecimento profissional. Também situações em que a pessoa reconhece que, “em algum lugar do passado” teria tido condições subjetivas de voltar a se desenvolver, porém no presente, não consegue reunir energia suficiente para tal empreendimento.

 

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