Sua destrutividade em questão

Muitas pessoas não se dão conta do grau de destrutividade inato que carregam consigo. E, em função disto, reincidentemente sofrem em função dos desdobramentos e das consequencias desta destrutividade, sem compreender qual é a sua contribuição efetiva neste processo.

Tais pessoas inconscientemente permanecem em estado de guerra com os outros ou, em alguns casos, consigo mesmo. O resultado prático deste “estado de guerra inconsciente” é uma coleção infindável de relacionamentos, trabalhos, vínculos, projetos, iniciativas, etc… total ou parcialmente fragilizados, danificados, minados:  destruídos.

A psicanalista inglesa Melanie Klein desenvolveu uma polêmica teoria e prática clínica usando como base justamente a afirmativa que a destrutividade é o ponto originário do ser humano, e não o desejo sexual – invertendo assim a equação Freudiana.

Observando sob a sua perspectiva de que o motor inato não é o desejo, e sim a destrutividade, ela afirma que o indivíduo entra em angústia porque frente à intensidade do poder desta destrutividade em si, ele pode ser aniquilado. Sendo que os dois destinos possíveis para dar vazão à tamanha angústia são: atacar o outro, ou atacar a si próprio.

Desta forma, o indivíduo inaugura um inter-jogo contínuo em que teme ser eliminado pelo outro, quando na verdade, ele próprio quer eliminar o outro. Na prática o que acontece é que se o indivíduo ataca o outro, e o outro retalha, então a retaliação do outro incrementa a sensação de aniquilação que leva o indivíduo a atacar mais intensamente no movimento seguinte, e assim sucessivamente.

Portanto à medida que o outro retalha, o indivíduo vai colecionando também “desculpas oficiais” para usar a sua destrutividade contra o outro. Na maioria das vezes, sem ter a consciência de que ele próprio foi quem iniciou este estado de guerra.

Em alguns casos isto se dá em função do indivíduo entrar em negação em relação a “parte obscura” ou ameaçadora de si próprio, e da projeção disto no outro: o resultado é que “odeio no outro aquilo que de mim reconheço nele”. Portanto para estas pessoas é mais fácil odiar, atacar e culpar o outro, do que se implicar no processo.

Porém, quando o destino inconsciente desta angústia de destrutividade é atacar a si próprio, o indivíduo permanece preso em um estado de “auto-boicote” nas mais diversas áreas, onde  o resultado prático é que não finaliza nenhum projeto pessoal em que esteja engajado. Resultando obviamente em sensações de frustração constante e de fracasso.

Ainda segundo a psicanalista inglesa Melanie Klein, o trabalho psíquico necessário em ambas situações, é fazer com que o indivíduo compreenda as consequencias da sua destrutividade; admita quais foram as suas contribuições efetivas neste quadro (conscientes ou não!); e principalmente se responsabilize pela reparação da sua destrutividade no outro, e em si próprio.

Obviamente que, para ser efetivo, este processo precisará sobreviver às inevitáveis rodadas de ataque e auto-boicote que ocorrerão durante o próprio trabalho psíquico do tratamento. Daí a importância de ser realizado através de uma dupla de trabalho: psicanalista e analisando.

Cuide-se!

Débora Andrade, psicanalista

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How do you deal with frustration?

Hey there!

As you already know Projeto Instigar has established a partnership with Wall Street Institute, School of English.

Every two months, one of the Projeto Instigar’s workshops is hosted by Wall Street Institute. So you can think about your life, and practice your English at the same time.

I would like to invite you to join us:

What? 1 hour workshop “How do you deal with your frustration?

When? Thursday, August/19th at 19:00

Where? Location: Wall Street Institute School of English at Shopping Nações Unidas
Address: Av. das Nações Unidas 12.901 Loja 146A – Brooklin Novo – São Paulo

How much? Free of charge

Who can join? Everyone! But if you are NOT a WSI student yet, you must sign up for this event by phone 5506-6916 or >> using this link <<

We will be glad if you join us!

Cheers,

Débora Andrade

Psychoanalyst

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Parceria entre Wall Street Institute e Projeto Instigar

 

Divulgue para seus amigos

Dentro das atividades de parceria entre Projeto Instigar e Wall Street Institute, foi realizado um evento na quinta feira da semana passada, dia 24/Junho, no Centro de Convenções do Shopping Nações Unidas em São Paulo, para um grupo de cerca de 50 pessoas.

Neste evento patrocinado pelo  Wall Street Institute, a psicanalista Débora Andrade ministrou a palestra  Você está satisfeito com as suas Escolhas? Confira alguns trechos curtos em vídeo, preparados pela ePress Comunicação, e veiculados no recém lançado blog da escola:

Fique atento ao calendário de eventos, e venha participar dos próximos encontros!

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Somos o resultado de inúmeras escolhas

 

Divulgue para seus amigos

Somos o resultado de inúmeras decisões que tomamos no decorrer da vida.
Você está satisfeito com as suas escolhas?
 
“O que é que estou fazendo aqui?” ou “De novo eu me meti nisto?”
Quantas vezes você já se perguntou isto?
É como a armadilha pessoal do português: Diariamente ele faz o mesmo trajeto. Porém, certa vez, ele escorregou numa casca de banana e caiu no chão. No dia seguinte, havia outra casca de banana exatamente no mesmo lugar, e novamente escorregou e caiu. No terceiro dia, já mais esperto… percebeu de longe que havia uma nova casca de banana, e, antes mesmo de chegar lá, pensou: “Mas que chato! Novamente vou escorregar e cair!”
Você já foi protagonista desta anedota?
Exemplos clássicos estão no campo amoroso: pense no cônjuge, filho, mãe, pai, trabalho, ou mesmo uma atividade que ame muito – e exemplos de armadilhas pessoais aflorarão.
Mas porque, mesmo existindo diversas opções frente àquela situação, escolhemos escorregar e cair novamente? Continuar lendo