Em Nome do Viver Criativo

Entorpecida pelas fortes sensações resultantes da experiência de contato com as obras de Damien Hirst que estão na exposição “Em Nome dos Artistas“, convido-os a refletir sobre como a arte contemporânea pode inspirar você a adotar um viver criativo.

Para celebrar os 60 anos de vida da Bienal, a exposição Em Nome dos Artistas apresenta uma coleção obras de artistas contemporâneos norte-americanos.  Mas cabe ao britânico Damien Hirst ocupar o primeiro espaço do circuito de visitação, abrindo a exposição e impactando os visitantes com o seu tom polêmico.

Eternizando o laço mãe e filho através da interrupção do processo natural de decomposição da morte (obra “Mãe e filho divididos” – foto acima); utilizando literalmente a exposição da morte para eternizar a beleza da vida (obra “Elogio“); questionando a origem da vida (obra “Adão e Eva Expostos“); apontando 12 caixas de remédios como os apóstolos religiosos da atualidade (obra “Santa Ceia“);  denunciando a inevitável finitude do corpo através de uma caveira humana em prata fundida e pátina negra (obra “Nova religião – o destino do homem“); ou utilizando-se de centenas de moscas mortas para representar uma doença letal (obra “Leucemia“). — Através de suas obras,  Hirst constantemente denuncia a vulnerabilidade da vida.

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Processo de amadurecimento profissional congelado

Como tema para o artigo deste mês proponho uma reflexão sobre um sofrimento que tenho observado como muito comum entre profissionais das mais diversas áreas de atuação: testemunhar uma espécie de congelamento no seu próprio processo de amadurecimento profissional.

São profissionais que no início da carreira crescem, porém apenas até um determinado ponto, quando então param de crescer. Enquanto seus colegas de trabalho continuam crescendo e se desenvolvendo vertical ou horizontalmente, estes permanecem travados, independente do volume de esforço que realizam. Não me refiro aqui simplesmente a falta de oportunidades e de novos cargos vagos no contexto de trabalho, mas muito mais profundo do que isto, situações em que a pessoa não reconhece condições subjetivas suficientes para realizar quaisquer movimentos efetivos que possibilitem a retomada do seu amadurecimento profissional. Também situações em que a pessoa reconhece que, “em algum lugar do passado” teria tido condições subjetivas de voltar a se desenvolver, porém no presente, não consegue reunir energia suficiente para tal empreendimento.

 

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