“Há sempre um copo de mar para um homem navegar”

No artigo relacionado a copa do mundo coloquei em foco de discussão situações de pessoas que muito se queixam, e nada conseguem fazer para transformar aquilo que tanto gera incômodo na sua vida.

Já no presente artigo, quero acrescentar nesta mesma discussão, situações de pessoas que, apesar de também estarem sofrendo emocionalmente, ao contrário dos “queixosos”, permanecem absolutamente caladas. Pessoas que, mesmo estando conscientes sobre quais são os aspectos de suas vidas que estão gerando forte incômodo, permanecem quietas… Pessoas que sofrem silenciosa e solitariamente…

Apesar da evidente diferença em relação ao ruído gerado, e em relação a (im)possibilidade de dividir o peso da carga emocional através de pedidos de ajuda; um aspecto que me parece comum em ambos grupos é uma certa paralisia diante da situação geradora de sofrimento.

É como se, em função de uma série de diferentes razões, estas pessoas permanecessem “confinadas”  em situações de vida que praticamente as imobilizam.

Esta imobilidade nem sempre é criada e determinada por fatores do mundo externo, mas, na maioria das vezes, é auto-imposta pelo mundo interno de cada um. Em alguns casos um sentimento de impotência frente a uma determinada situação imobiliza estas pessoas; em outros, talvez haja alguma espécie de imperativo inconsciente em se auto-castigar; enquanto em outros, uma possível incapacidade momentânea em reunir energia suficiente para imprimir algum tipo de movimento. Qualquer movimento..

Independente dos motivos, estas pessoas permanecem em uma espécie de estado de inércia frente ao confinamento resultante do sofrimento emocional.

Você identifica alguma situação da sua vida que se encaixe nesta metáfora de “confinamento emocional”?

Então, como certamente não foi por acaso, que utilizei como título deste artigo o mesmo verso do poeta Jorge Lima que foi adotado pela curadoria da 29a Bienal de São Paulo como convite provocativo… Aproveito  este ponto do artigo, para recomendar que você invista um minuto para, pau-sa-da-men-te, reler e refletir sobre o nome deste artigo.

Apesar de todas as razões lógicas que você provavelmente está enumerando neste exato momento, para justificar a sua paralisia… Você tem consciência de qual é a sua própria responsabilidade em dar manutenção e sustentação a tais situações de “confinamento emocional”?

E, será que neste sentido, a arte teria realmente a capacidade de provocar mobilização emocional suficiente para inspirar algum tipo de transformação interna, que possibilite a saída deste estado de sofrimento inercial?

Melhor colocar esta mesma questão sob uma perspectiva diferente: você está suficientemente aberto para aceitar este convite provocativo de deixar-se levar pelas marés e correntes marítimas da arte, como fonte de inspiração para  transformar a sua vida?

Permita-se esta experimentação: visite a 29a Bienal de São Paulo não com o intuito de compreender o que cada artista tentou expressar com a sua arte; mas sim como VOCÊ experimenta o encontro com a arte de cada um destes artistas. O que será que cada uma destas obras de arte despertará em você?

         Cuide-se!

                                    Débora Andrade                                   

                                    Psicanalista

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How do you deal with frustration?

Hey there!

As you already know Projeto Instigar has established a partnership with Wall Street Institute, School of English.

Every two months, one of the Projeto Instigar’s workshops is hosted by Wall Street Institute. So you can think about your life, and practice your English at the same time.

I would like to invite you to join us:

What? 1 hour workshop “How do you deal with your frustration?

When? Thursday, August/19th at 19:00

Where? Location: Wall Street Institute School of English at Shopping Nações Unidas
Address: Av. das Nações Unidas 12.901 Loja 146A – Brooklin Novo – São Paulo

How much? Free of charge

Who can join? Everyone! But if you are NOT a WSI student yet, you must sign up for this event by phone 5506-6916 or >> using this link <<

We will be glad if you join us!

Cheers,

Débora Andrade

Psychoanalyst

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Read more about it:

Wall Street Institute – School of English: Site / Blog

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Mantenha-se informado sobre as próximas atividades do Projeto Instigar via:

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Sobre Jabulanis e Vuvuzelas

 

Divulgue para seus amigos

 

Não se preocupe! Apesar de, em ano de Copa do Mundo, existirem 180 milhões de técnicos no Brasil, certamente a última coisa que você precisa é a opinião desajeitada sobre estratégias e táticas de jogo de futebol vindas de uma psicanalista que, enquanto torcedora, assiste fervorosamente futebol apenas de 4 em 4 anos.

Meu objetivo neste artigo é emprestar os 2 principais símbolos que marcaram este mundial na África do Sul, para convidar você a refletir sobre alguns aspectos da sua vida.

Comecemos pelas barulhentas Vuvuzelas com seu lado simples e alegre de celebração, proposto até mesmo no próprio significado da palavra em zulu. Mas, também com seu efeito atordoante e monótono, quando entonadas em uníssono durante 90 minutos consecutivos. É como se o torcedor fosse limitado a um único e restrito recurso sonoro para se expressar, tanto quando quer xingar o juiz, como também quando quer comemorar a bola na rede.

Fico pensando que, muitas vezes, este “efeito atordoante das Vuvuzelas” se reproduz no cotidiano quando algumas pessoas ficam limitadas a Continuar lendo

Você tem exercitado a sua TOLERÂNCIA A FRUSTRAÇÕES ?

Resiliência é um termo da física que significa: “Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica.”
Se emprestarmos este termo para o mundo psíquico: Qual é a sua tolerância à frustração? Qual é o seu tempo limite de reação à frustração? Como você reage?

Leia o artigo escrito pela psicanalista Débora Andrade sobre Tolerância a Frustrações.

Boa leitura!